Sobre o Fila Brasileiro
Fila Brasileiro é um cão de porte gigante, de origem Brasil. Guardião nacional de imensa fidelidade ao dono e natural desconfiança de estranhos (a 'ojeriza'). Tem expectativa de vida de 9–11 anos e nível de energia moderada.
História e origem
O Fila Brasileiro é uma raça nacional desenvolvida no Brasil rural a partir de cães trazidos pelos colonizadores, provavelmente com influência de mastins, buldogues e cães de rastreio. Era usado nas fazendas para guarda, condução de gado e captura de animais e, historicamente, na captura de escravizados fugidos. Foi reconhecido oficialmente pela CBKC e pela FCI.
Personalidade e temperamento
Corajoso, determinado e extremamente leal à família, o Fila é célebre pela 'ojeriza', a intensa desconfiança e hostilidade natural a estranhos. É dócil e devotado com os seus, mas exige tutor experiente, firme e responsável. É um guardião nato, territorial e de forte temperamento.
Tem energia moderada — passeios diários e brincadeiras já deixam a raça satisfeita.
É bom para apartamento?
Não recomendado — precisa de espaço amplo
Cuidados, pelagem e alimentação
A queda de pelo é considerada baixa. Exige dono experiente e socialização firme; atenção à displasia e à torção gástrica. Manejo responsável pelo forte instinto protetor.
Por ser um cão de guarda territorial e potencialmente perigoso a estranhos, exige socialização precoce, condução firme e manejo responsável, com espaço amplo e cercado. A pele solta do rosto pede atenção às pálpebras e limpeza regular. Precisa de exercícios moderados e de convivência próxima com a família.
Problemas de saúde mais comuns
Toda raça tem predisposições. Conhecê-las ajuda a prevenir e a agir cedo — sempre com acompanhamento veterinário:
- Displasia coxofemoral — má formação do quadril comum em raças gigantes
- Displasia de cotovelo — alteração articular do membro dianteiro
- Torção gástrica — dilatação e volvo do estômago, emergência em cães de tórax profundo
- Entrópio e ectrópio — alterações das pálpebras pela pele solta do rosto
- Hipotireoidismo — deficiência hormonal com alterações de pele e peso
- Cardiopatias — sobrecarga cardíaca associada ao grande porte
O que fazer e o que não fazer
✅ Faça
- Socializar e educar desde filhote com tutor experiente
- Manter área ampla, cercada e segura
- Avisar visitantes e controlar o acesso ao cão
- Fornecer exercícios moderados e regulares
- Dividir a alimentação e evitar exercício após comer
🚫 Evite
- Não expor o cão a estranhos sem controle e supervisão
- Não estimular a agressividade já naturalmente presente
- Não deixar em locais de grande circulação de pessoas
- Não adquirir sem experiência prévia com cães de guarda
- Não oferecer refeição única e volumosa pelo risco de torção
Convivência com crianças e outros pets
Em relação a crianças, a raça é avaliada como bom com a família, reservado com estranhos. A socialização desde filhote e o respeito ao espaço do animal são sempre a chave para uma boa convivência.
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