Sobre o Lhasa Apso
Lhasa Apso é um cão de porte pequeno, de origem Tibete. Pequeno, independente e observador; carinhoso com a família e reservado com estranhos. Tem expectativa de vida de 12–15 anos e nível de energia média.
História e origem
O Lhasa Apso é uma raça milenar originária do Tibete, criada nos mosteiros e palácios como cão de alerta e companhia dos monges budistas. Seu nome faz referência a Lhasa, a capital tibetana, e o cão era considerado sagrado, associado à boa sorte. Por muito tempo não foi vendido, apenas oferecido como presente honroso, chegando ao Ocidente somente no século XX.
Personalidade e temperamento
O Lhasa Apso é independente, esperto e bastante autoconfiante, com um temperamento mais reservado do que outras raças de companhia. É leal e afetuoso com a família, mas costuma ser desconfiado com estranhos, mantendo o instinto de sentinela que tinha nos mosteiros. Pode ser teimoso e exige paciência e consistência no treinamento.
Tem energia moderada — passeios diários e brincadeiras já deixam a raça satisfeita.
É bom para apartamento?
Ótimo para apartamento; era cão de guarda de templos, então avisa quando chega gente
Cuidados, pelagem e alimentação
A queda de pelo é considerada baixa. Pelagem longa exige escovação regular ou tosa; atenção a problemas oculares, renais e de pele nas dobras.
A pelagem longa, densa e reta cresce até o chão e emaranha com facilidade, exigindo escovação frequente e, muitas vezes, tosa mais curta para facilitar o manejo. Os olhos e a região das dobras devem ser mantidos limpos, e o pelo ao redor dos olhos aparado para não irritar a córnea. É importante manter a higiene das orelhas, removendo o excesso de pelo do canal auditivo.
Problemas de saúde mais comuns
Toda raça tem predisposições. Conhecê-las ajuda a prevenir e a agir cedo — sempre com acompanhamento veterinário:
- Doenças oculares — atrofia progressiva da retina, olho seco (ceratoconjuntivite seca) e úlceras de córnea
- Displasia renal — malformação hereditária dos rins que pode comprometer a função renal
- Luxação de patela — deslocamento da rótula, comum no porte pequeno
- Doença periodontal — apinhamento dentário na mandíbula favorece tártaro
- Dermatites e alergias de pele — a pelagem densa pode reter umidade e favorecer irritações
- Otite — pelo abundante no canal auditivo predispõe a infecções de ouvido
O que fazer e o que não fazer
✅ Faça
- Escovar a pelagem com frequência ou optar por tosa curta para evitar nós
- Manter os olhos limpos e o pelo ao redor deles aparado
- Cuidar da higiene das orelhas e da boca regularmente
- Ser paciente e consistente no treinamento, respeitando a independência da raça
- Socializar cedo para amenizar a desconfiança com estranhos
- Acompanhar a função renal e ocular em exames veterinários periódicos
🚫 Evite
- Não deixar a pelagem sem cuidado, pois emaranha e forma nós dolorosos
- Não esperar obediência imediata, pois é uma raça independente e teimosa
- Não ignorar sinais de sede excessiva e urina frequente, possíveis de problemas renais
- Não descuidar da limpeza dos olhos e das orelhas
- Não usar métodos duros de treino, que geram resistência nessa raça
Convivência com crianças e outros pets
Em relação a crianças, a raça é avaliada como bom. A socialização desde filhote e o respeito ao espaço do animal são sempre a chave para uma boa convivência.
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