Sobre o Spitz Alemão (Lulu da Pomerânia)
Spitz Alemão (Lulu da Pomerânia) é um cão de porte pequeno, de origem Alemanha. Pequeno fofo de pelo abundante e cara de raposa; esperto, animado e muito apegado ao dono. Tem expectativa de vida de 12–16 anos e nível de energia média-alta.
História e origem
O Spitz Alemão, cuja variedade anã é popularmente chamada de Lulu da Pomerânia, descende de antigos cães nórdicos de trenó e pastoreio. Foi desenvolvido e miniaturizado na região da Pomerânia, entre a Alemanha e a Polônia, ganhando fama na Europa quando a rainha Vitória da Inglaterra se tornou entusiasta da raça no século XIX. O interesse real ajudou a fixar o porte pequeno e a pelagem exuberante que conhecemos hoje.
Personalidade e temperamento
O Spitz Alemão é vivaz, alerta e cheio de personalidade, comportando-se com a autoconfiança de um cão muito maior. É apegado e leal aos tutores, esperto e bom cão de alarme, latindo diante de qualquer novidade. Pode ser um pouco teimoso e desconfiado com estranhos, respondendo bem à socialização e ao treinamento com reforço positivo.
Precisa de bastante exercício e estímulo diários — combina com pessoas ativas e com tempo disponível.
É bom para apartamento?
Excelente para apartamento; é pequeno, mas late bastante
Cuidados, pelagem e alimentação
A queda de pelo é considerada alta. Pelagem dupla e volumosa exige escovação frequente (evite tosar rente); atenção a luxação de patela, problemas dentários e ao colapso de traqueia.
A pelagem dupla, densa e volumosa exige escovação frequente, de duas a três vezes por semana, para evitar nós e distribuir a oleosidade, com maior atenção nas trocas de pelo. Nunca se deve tosar o pelo rente, pois isso pode danificar permanentemente a estrutura da pelagem e a proteção térmica. A higiene bucal regular é essencial devido à predisposição a problemas dentários.
Problemas de saúde mais comuns
Toda raça tem predisposições. Conhecê-las ajuda a prevenir e a agir cedo — sempre com acompanhamento veterinário:
- Luxação de patela — deslocamento da rótula, muito comum no porte pequeno
- Colapso de traqueia — enfraquecimento traqueal que causa tosse seca característica
- Alopecia X (síndrome do pelo negro) — perda de pelo de causa hormonal ou genética, específica de raças spitz
- Doença periodontal — dentes apinhados na boca pequena favorecem tártaro e perda dentária
- Doenças oculares — atrofia progressiva da retina e problemas de lágrima
- Queda de fontanela e hipoglicemia — riscos em filhotes muito pequenos
O que fazer e o que não fazer
✅ Faça
- Escovar a pelagem várias vezes por semana para evitar nós
- Manter a higiene bucal com escovação frequente
- Usar peitoral em vez de coleira para proteger a traqueia
- Socializar cedo para controlar latidos e desconfiança
- Oferecer alimentação regular a filhotes para evitar hipoglicemia
- Proporcionar exercícios leves e estímulo mental diário
🚫 Evite
- Não tosar a pelagem rente, pois pode arruinar a estrutura do pelo permanentemente
- Não usar coleira que pressione o pescoço, agravando o colapso de traqueia
- Não incentivar saltos de altura, pelo risco de luxação de patela
- Não descuidar da escovação, pois o subpelo denso embola
- Não deixar filhotes muito tempo sem comer, pelo risco de hipoglicemia
Convivência com crianças e outros pets
Em relação a crianças, a raça é avaliada como bom (melhor com crianças maiores). A socialização desde filhote e o respeito ao espaço do animal são sempre a chave para uma boa convivência.
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