Sobre o Yorkshire Terrier
Yorkshire Terrier é um cão de porte pequeno (toy), de origem Reino Unido. Minúsculo, valente e cheio de energia; um terrier de bolso muito apegado ao dono. Tem expectativa de vida de 13–16 anos e nível de energia média-alta.
História e origem
O Yorkshire Terrier surgiu na região de Yorkshire, no norte da Inglaterra, durante a Revolução Industrial do século XIX. Foi desenvolvido por trabalhadores a partir de pequenos terriers para caçar ratos em fábricas, minas e moradias. Com o tempo, passou de cão de trabalho a companheiro de luxo, admirado pela pelagem sedosa e pelo porte diminuto.
Personalidade e temperamento
Apesar do tamanho pequeno, o Yorkshire tem temperamento típico de terrier: corajoso, cheio de energia e muito determinado. É apegado e afetuoso com os tutores, mas pode ser destemido e latidor, comportando-se como se fosse um cão grande. Costuma ser esperto e vivaz, exigindo limites claros para não desenvolver excesso de teimosia.
Precisa de bastante exercício e estímulo diários — combina com pessoas ativas e com tempo disponível.
É bom para apartamento?
Perfeito para apartamento, mas pode latir bastante
Cuidados, pelagem e alimentação
A queda de pelo é considerada baixa. Pelo sedoso exige escovação frequente; atenção a problemas dentários, luxação de patela e hipoglicemia nos filhotes.
A pelagem longa e lisa cresce continuamente, sem soltar muito pelo, mas exige escovação diária e tosas regulares para não embaraçar. A higiene bucal é crítica, com escovação frequente e avaliações odontológicas por causa da predisposição a doença periodontal. Por ser muito pequeno, precisa de proteção contra o frio e cuidado para evitar quedas e traumas.
Problemas de saúde mais comuns
Toda raça tem predisposições. Conhecê-las ajuda a prevenir e a agir cedo — sempre com acompanhamento veterinário:
- Luxação de patela — deslocamento da rótula muito frequente em cães de porte miniatura
- Colapso de traqueia — enfraquecimento dos anéis traqueais que causa tosse seca característica
- Doença periodontal — a boca pequena favorece acúmulo de tártaro e perda precoce de dentes
- Shunt portossistêmico — desvio congênito da circulação do fígado, mais comum em raças pequenas
- Doença de Legg-Calvé-Perthes — degeneração da cabeça do fêmur em cães pequenos
- Hipoglicemia — queda de açúcar no sangue, sobretudo em filhotes muito pequenos
O que fazer e o que não fazer
✅ Faça
- Escovar diariamente e manter tosas regulares para evitar nós
- Priorizar a higiene bucal com escovação frequente
- Usar peitoral em vez de coleira para proteger a traqueia frágil
- Oferecer alimentação regular, especialmente em filhotes, para evitar hipoglicemia
- Proteger do frio com roupinhas em dias gelados e evitar quedas de altura
- Estimular física e mentalmente, respeitando a energia típica de terrier
🚫 Evite
- Não usar coleira que pressione o pescoço, agravando o colapso de traqueia
- Não deixar o cão saltar de móveis altos, pelo risco de luxações e fraturas
- Não negligenciar a escovação dos dentes, pela forte tendência a tártaro
- Não deixar filhotes muito tempo sem comer, pelo risco de hipoglicemia
- Não tratar como cão frágil e mimado a ponto de não impor limites de comportamento
Convivência com crianças e outros pets
Em relação a crianças, a raça é avaliada como bom (melhor com crianças maiores). A socialização desde filhote e o respeito ao espaço do animal são sempre a chave para uma boa convivência.
Calcule para o seu cachorro
🐾 Idade do seu cachorro em anos humanos · Quantos gramas de ração por dia · Faça o teste "qual cão combina comigo" · Expectativa de vida dos pets